terça-feira, 23 de outubro de 2018

Conselheiro Aloísio chaves é afastado de Tribunal de Contas no Pará suspeito de receber propina de R$ 2,8 milhões



A Polícia Federal faz nesta terça-feira (23) busca e apreensão na casa e no gabinete de um conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCM-PA) em uma operação que apura se ele recebeu propina em contas bancárias.
A operação Nibelungo foi autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que também afastou o conselheiro Aluisio Chaves do cargo e bloqueou os bens dele.
De acordo com a PF, há provas – e-mails, documentos e comunicações – de que o conselheiro "mantinha estreito contato com os membros da quadrilha" e usou o cargo para elaborar um parecer que aprovou um primeiro contrato fraudulento firmado entre o município de Parauapebas (PA) e um escritório de advocacia investigado na ação.
"Em troca, o conselheiro recebeu, entre os anos de 2013 e 2015, pelos menos cerca de R$ 2,8 milhões em 36 transferências bancárias feitas pela quadrilha, utilizando-se de uma rede de familiares, sócios e funcionários, para dissimular a origem desses valores", afirmam os investigadores da Superintendência da PF no Distrito Federal.
Além do conselheiro, "sócios e pessoas próximas a ele" também são alvos dos cinco mandados de busca e apreensão. De acordo com o inquérito, elas teriam usado as próprias contas bancárias para intermediar o recebimento das propinas.
O nome do conselheiro do TCM não foi divulgado. O G1 aguarda retorno do tribunal para comentar o assunto.
Os personagens
Escritório de advocacia: segundo a PF, o escritório "comandado pela quadrilha" recebeu R$ 41 milhões em honorários referentes a um contrato com o município de Parauapebas.
Sócia do escritório: ela era responsável por repasssar parte dos valores aos outros integrantes do grupo, "especialmente servidores públicos corruptos". Foram identificadas 36 transferências bancárias, totalizando R$ 2,85 milhões.
Conselheiro: de acordo com a investigação, todo este dinheiro, que acabava "espalhado" para dificultar a identificação da propina, terminava voltando para o conselheiro do Tribunal de Contas.
A origem

A operação Nibelungo é uma alusão à mitologia nórdica. "Os nibelungos eram os senhores das riquezas subterrâneas. Eram de tal forma obcecados por se tornarem cada vez mais ricos, que esse pensamento, insaciável e desmedido, os conduziu a perda de tudo e a própria destruição", explicou o comunicado da PF.
A ação é um desdobramento de outra operação da PF, a Timóteo, realizada em dezembro de 2016. Ela apura corrupção no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM). Segundo o inquérito, um diretor do órgão desviava a cobrança judicial de royalties para exploração mineral para aumentar o patrimônio pessoal.


domingo, 30 de setembro de 2018

Cinco pessoas morrem carbonizadas após carro e ônibus colidirem na AM-010; veja


Manaus – Aconteceu na tarde de sábado, 29, onde um ônibus e um táxi colidiram próximo a comunidade Lindoia, no município de Itacoatiara.

As vítimas eram um taxista identificado como George, um passageiro de Itacoatiara e três de Urucurituba, onde todos morreram carbonizados.
Segundo informações preliminares o pneu de um ônibus teria estourado e batido de frente com o táxi que ia no sentido Manaus . Passageiros e motorista ficaram presos nas ferragens, porém as causas do acidente só serão divulgadas após a perícia. Com informações do Imediato.






sábado, 25 de agosto de 2018

Funcionário afastado por doença pode ser demitido por justa causa, define TST

Funcionário afastado do trabalho por doença pode ser demitido por justa causa. Com esse entendimento, a Subseção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho considerou válida a dispensa por justa causa aplicada pelo Banco do Brasil a um escriturário no período em que ele estava fora do serviço, recebendo auxílio- 

O motivo da dispensa foi a violação de regra interna da instituição. Paralelamente ao emprego, ele exercia a advocacia e, segundo o banco, e...





CNJ afasta substituta de cartório no Maranhão por nepotismo


Por entender que o caso configura nepotismo e contraria a Constituição Federal, o Conselho Nacional de Justiça decidiu, na terça-feira (21/8), afastar uma mulher que atuava como substituta em um cartório no Maranhão. Ela é filha de um desembargador do Tribunal de Justiça local.
Em 2017, o titular da serventia renunciou ao cargo, e a Corregedoria do TJ-MA nomeou Cristina Leal Ferreira Duailibe, filha do desembargador Ricardo Tadeu Burgarin Duailibe, como interina da Serventia Extrajudicial do 2º Ofício de Sã...

domingo, 24 de junho de 2018

Empresa é proibida de enviar empregados para pesquisar produtos de outras lojas

Empresa que manda empregado a loja da concorrente para coletar dados de produtos, como características e preço, pratica concorrência desleal. Assim entendeu o desembargador Dorival Renato Pavan, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, ao proibir que os funcionários de uma empresa de consultoria e tecnologia entrem nas lojas de uma rede de materiais de casa e construção, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
Segundo a autora, todos os itens pesquisados serviriam para alimentar um programa online consultado por uma concorr...

Advogado gera dano moral ao reter valores do cliente de forma indevida, diz TJ-RS


Reter indevidamente o crédito de cliente causa dano moral in re ipsa, pois são presumíveis os aborrecimentos e os transtornos decorrentes da conduta irregular. Assim entendeu a 16ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul ao condenar um advogado a indenizar uma cliente em R$ 10 mil por se apropriar de parte do dinheiro que ela deveria receber após vencer ação judicial contra o estado.
O colegiado determinou ainda a devolução do valor retido, descontados os 20% de honorários, devidamente corrigido.
O Judiciário expediu, em favor da autora, Requisição de Pequeno Valor (RPV) de R$ 21,7 mil. Com os descontos de previdência, plano de saúde e Imposto de Renda, além das custas processuais, o valor líquido ficou em R$ 14,4 mil. O réu recebeu o valor, porém repassou à autora apenas R$ 8,6 mil, mediante depósito bancário. Ou seja, fez desconto superior a 40% do valor depositado.
Descontente, a cliente chegou a cobrar a diferença diretamente do advogado. Ele respondeu que o montante disponibilizado, por ora, fora de aproximadamente R$...